O Mercedes-AMG F1 W17 E Performance é o monolugar da marca alemã para a histórica temporada de 2026, ano que marca a introdução de carros totalmente desenvolvidos sob novos regulamentos técnicos da Fórmula 1. Revelado oficialmente esta semana, o W17 representa a maior revolução técnica da Mercedes desde 2014, sendo projetado para tirar o máximo partido das novas regras de motores híbridos e da aerodinâmica ativa.
Design e identidade visual (pintura)
O W17 preserva a sofisticação estética característica da Mercedes, mas introduz mudanças visuais marcantes que reforçam a sua nova filosofia técnica.
A pintura combina o clássico prata metálico na secção frontal com o preto de fibra de carbono exposta na traseira, uma solução que alia identidade histórica à redução de peso.
O icónico verde-água da Petronas surge em linhas dinâmicas que percorrem as laterais do chassis, enfatizando o fluxo aerodinâmico do carro.
O logótipo da Microsoft, novo patrocinador principal, ganha grande destaque na entrada de ar e nas extremidades da asa dianteira, resultado de um contrato de patrocínio estratégico de grande escala. Algumas versões de apresentação exibiram ainda detalhes em branco nas laterais, conferindo um visual mais agressivo e moderno.

Revolução aerodinâmica
O W17 foi concebido para ser mais ágil, eficiente e adaptável às diferentes fases de uma volta.
O carro utiliza asas móveis dianteiras e traseiras, que se ajustam em tempo real. Nas retas, o chamado Modo X reduz o arrasto aerodinâmico, enquanto nas curvas o Modo Z aumenta a carga aerodinâmica para maior estabilidade e aderência.
De acordo com o regulamento de 2026, o W17 é mais curto e mais estreito do que o seu antecessor, com o peso mínimo reduzido para cerca de 768 kg. A Mercedes manteve a suspensão dianteira push-rod, considerada mais leve e eficiente para o novo conceito de chassis.
O motor “Brixworth” – Power Unit 2026
A grande aposta da Mercedes está na nova unidade de potência desenvolvida na fábrica de Brixworth, no Reino Unido.
A divisão de potência é agora praticamente equilibrada entre o motor de combustão interna V6 Turbo e o sistema elétrico. O MGU-K passa a debitar 350 kW (470 cv) — quase o triplo da geração anterior — enquanto o MGU-H foi eliminado, simplificando o sistema e reduzindo custos.
O W17 utiliza ainda combustível 100% sustentável, desenvolvido em parceria com a Petronas, alinhando desempenho com responsabilidade ambiental.

Resumo técnico
| Componente | Característica |
|---|---|
| Nome | W17 E Performance |
| Motor | Mercedes-AMG High Performance Powertrains (Híbrido 50/50) |
| Aerodinâmica | Ativa (Modos X e Z) |
| Pilotos | George Russell (#63) e Kimi Antonelli (#12) |
| Destaque | Foco extremo na eficiência elétrica e agilidade em curva |
“O W17 não é apenas uma evolução, é uma folha em branco. Sentimos que o nosso motor está num nível muito competitivo para este novo ciclo”, afirmou Toto Wolff durante o lançamento.
Mantém-se a dupla de pilotos
Para 2026, a Mercedes aposta numa combinação de experiência e juventude.
George Russell mantém o papel de líder da equipa, determinado a lutar pelo seu primeiro título mundial.
Andrea Kimi Antonelli, prodígio italiano, inicia a sua segunda temporada como piloto titular e é visto internamente como o futuro da marca na Fórmula 1.


