Rali Dakar 2026

Teve início a 3 de Janeiro a 47.ª edição do Rali Dakar, considerado o rali mais duro do mundo, que se realiza pela sétima vez na Arábia Saudita.

Percurso exigente e quase 8.000 quilómetros de desafio

O Dakar 2026 apresenta um novo percurso com 7.994 quilómetros, distribuídos por 13 etapas, dos quais 4.880 quilómetros são de especiais cronometradas, com apenas um dia de descanso, na capital Riade.

A organização decidiu eliminar a etapa cronometrada de 48 horas, após os acidentes registados em 2025, substituindo-a pelo regresso do formato de maratona de dois dias, o que aumenta significativamente o grau de dificuldade da prova.

Prólogo e etapas maratona elevam o nível de dificuldade

A competição arrancou com o tradicional Prólogo, que definiu a ordem de partida para o primeiro dia de corrida — um factor crucial numa edição que se destaca como uma das mais longas e exigentes da história do Dakar, com quase 5.000 quilómetros de competição cronometrada.

O formato de maratona de dois dias volta a marcar presença, impondo aos concorrentes a rigorosa regra de não assistência mecânica no bivouac nocturno, o que testa ao máximo a resistência dos pilotos, navegadores e máquinas.

  • A primeira maratona decorre nas etapas 4 e 5, atravessando as paisagens de Al Ula e Hail
  • A segunda maratona acontece nas etapas 9 e 10, nos terrenos acidentados de Wadi Ad Dawasir e Bisha

Nova rota, novos desafios

A rota do Dakar 2026 evita o traiçoeiro deserto de Empty Quarter, mas isso não significa menor dificuldade. Na segunda semana, os concorrentes enfrentarão vastas dunas de areia nas imediações de Wadi Ad Dawasir, prometendo momentos decisivos da corrida.

Número recorde de concorrentes

Esta edição do Dakar conta com 812 concorrentes, distribuídos por 433 veículos:

  • 118 motas
  • 73 carros Ultimate
  • 46 camiões
  • 38 protótipos Challenger
  • 43 SSV
  • 8 veículos Stock
  • 97 veículos Dakar Classic

Estão representadas 69 nacionalidades, com a participação de 39 mulheres, das quais 19 competem na categoria Classic.

Angola volta a marcar presença no Dakar

Angola regressa ao Rali Dakar com a dupla Rui Silva (piloto) e Francisco Albuquerque (navegador), aos comandos de um Polaris RZR Pro R Sport, com motor 1997 cc, 200 cv e 1.100 kg, inserido na classe SSV.

Ambos, na casa dos 30 anos, foram campeões angolanos de rali em 2024 e 2025, ao serviço do Soída Rally Team, e participaram recentemente no Rali de Marrocos, como preparação final para o Dakar 2026.

Angola também representada nos camiões

Outro angolano em prova é Bismarque dos Santos, que compete na categoria de camiões, aos comandos de um Mercedes, com o número 900, acompanhado pelo português António do Coito Lota e pelo espanhol Casabona Vilaseca.

Angola na história do Dakar

A primeira participação angolana no Dakar aconteceu em 2006, na edição Lisboa–Dakar, através de José Carlos Madaleno como navegador do português Luís Ferreira um Land Rover.

Vencedores do Dakar 2025 por categoria

Classic: Carlos Santaolalla Milla / Jan Rosa i Viñas (Espanha)

Carros (Ultimate): Yazeed Al-Rajhi (Arábia Saudita) / Timo Gottschalk (Alemanha) – Toyota Hilux Overdrive

Motas: Daniel Sanders (Austrália) – Red Bull KTM Factory Racing

Camiões: Martin Macík / František Tomášek / David Švanda (Chéquia) – Iveco MM Technology

Challenger (T3): Nicolás Cavigliasso / Valentina Pertegarini (Argentina) – Taurus T3 Max

SSV (T4): Brock Heger / Max Eddy Jr. (EUA) – Polaris RZR – Sébastien Loeb Racing

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