JLR Defender e Fundação Kingsley Holgate concluem expedição Africa Traverse de 14.200 km

Pretória, África do Sul – 28 de Maio de 2026 – A Fundação Kingsley Holgate concluiu com sucesso a Africa Traverse, a sua 43.ª expedição geográfica e humanitária. A jornada de 14.200 quilómetros, percorrida ao longo do Trópico de Capricórnio através da África Austral, assinala os 25 anos desde que Kingsley e Ross Holgate completaram esta rota pela primeira vez, bem como um quarto de século de parceria com a Defender.

Iniciada em Janeiro, na costa atlântica da Namíbia, e concluída em Abril, nas margens do Oceano Índico, em Moçambique, a expedição constituiu um verdadeiro teste à resistência humana e mecânica, ao mesmo tempo que levou ajuda essencial a comunidades vulneráveis.

Uma jornada que fecha um ciclo

Há 25 anos, Kingsley e Ross Holgate seguiram o Trópico de Capricórnio numa expedição pioneira à volta do mundo. Em 2026, regressaram ao capítulo africano dessa aventura histórica, percorrendo a latitude 23°27′ através da Namíbia, Botsuana, África do Sul e Moçambique.

A expedição contou com uma frota composta por veículos preparados para enfrentar alguns dos terrenos mais difíceis do continente: dois Defender 130, baptizados “Moyo” (Coração) e “Isibindi” (Coragem), um clássico Defender 110 Puma conhecido como “Kaptein”, e a lendária “Mashozi”, um Defender Tdi que acompanha a equipa há várias décadas.

Ross Holgate, líder da expedição, destacou o significado especial da jornada:

“Esta expedição foi um marco profundamente emocional. Voltar às mesmas dunas e atravessar os mesmos rios com o meu pai, 25 anos depois, permitiu-nos perceber o quanto a tecnologia evoluiu — dos mapas em papel e caixas manuais para sistemas avançados como o Terrain Response do novo Defender. Foi um testemunho da nossa paixão pela aventura e da nossa longa história com esta marca.”

Aventura com um propósito

Fiel ao princípio de “Aventuras com Propósito”, partilhado entre a JLR e a Fundação Kingsley Holgate, a Africa Traverse combinou desafios extremos de condução com uma importante missão humanitária.

Ao longo da rota, a equipa desenvolveu acções ligadas ao programa Right to Sight (Direito à Visão), fornecendo óculos correctivos a idosos com dificuldades visuais em regiões remotas. Paralelamente, prosseguiu o seu programa de educação ambiental para jovens, iniciativa que já impactou mais de 700 mil estudantes africanos.

No entanto, o foco principal desta expedição esteve centrado no combate à malária, uma das maiores ameaças de saúde pública em várias regiões da África Austral.

Ao chegar a Moçambique, a equipa encontrou comunidades devastadas pelas fortes chuvas e pelas inundações registadas nos últimos meses.

Segundo Ross Holgate:

“A situação é preocupante. As cheias provocaram um aumento de cerca de 55% nos casos de malária. Só em Moçambique foram registados mais de 1,3 milhões de casos desde o início da época chuvosa.”

Graças às capacidades todo-o-terreno dos Defender, a equipa conseguiu chegar a aldeias isoladas por estradas destruídas e pontes arrastadas pelas águas. Nessas comunidades foram distribuídas redes mosquiteiras de longa duração tratadas com insecticida, destinadas sobretudo a mulheres grávidas e mães com crianças pequenas.

14.200 quilómetros a desafiar o impossível

Os desafios da rota foram constantes.

No deserto do Namibe, a expedição enfrentou algumas das dunas mais altas do planeta, colocando à prova os motores D350 dos Defender e os seus avançados sistemas de tracção.

Já no deserto do Kalahari, conhecido como a “Terra da Sede”, a equipa percorreu trilhos estreitos e atravessou as traiçoeiras salinas de Makgadikgadi, frequentemente transformadas em extensos lamaçais após as chuvas.

A etapa final, em Moçambique, revelou-se a mais exigente. As equipas tiveram de ultrapassar estradas destruídas pelas cheias, atravessar zonas alagadas e encontrar rotas alternativas em torno de infraestruturas severamente danificadas.

Uma parceria construída sobre capacidade e solidariedade

Para Janico Dannhauser, Gestor da Marca Defender na JLR África do Sul, a expedição demonstra o verdadeiro propósito da capacidade dos veículos Defender:

“O Defender é construído para superar desafios, mas essa capacidade ganha um significado especial quando é colocada ao serviço das comunidades. Sentimo-nos extremamente orgulhosos desta parceria de 25 anos com a Fundação Kingsley Holgate. Este marco não celebra apenas os 14.200 quilómetros percorridos, mas também as vidas impactadas e as comunidades apoiadas ao longo do caminho.”

O ritual da cabaça

A Africa Traverse terminou com uma cerimónia simbólica na costa moçambicana.

Mantendo uma tradição iniciada no arranque da expedição, Kingsley e Ross Holgate entraram nas águas do Oceano Índico para esvaziar a cabaça que transportou água recolhida no Oceano Atlântico ao longo de toda a travessia africana.

Quando as águas dos dois oceanos se misturaram, concluiu-se oficialmente a 43.ª expedição da Fundação Kingsley Holgate — um tributo à perseverança, ao espírito de aventura e a uma parceria de 25 anos entre pai e filho, entre uma fundação e uma marca, e entre homens determinados e um continente que continua a desafiar os limites do possível. Imparável.

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